Economia parou de piorar, mas está no zero a zero, veem analistas
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A leve alta de 0,1% no Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre de 2014, que tirou o país da recessão técnica, não surpreendeu analistas ouvidos pelo G1. O resultado positivo, contudo, está longe de merecer comemoração, avalia o mercado. Nos dois trimestres anteriores, a economia encolheu 0,2% e 0,6%, respectivamente.

Para o economista da LCA Consultores, Francisco Pessoa, o sensível avanço do PIB mostra que a economia não está mais em contração, mas apresenta um fraco desempenho, praticamente em ritmo de estagnação.

Devido ao fraco resultado no segundo trimestre, é natural esperar uma recuperação no período seguinte. A dúvida agora é saber qual será o ritmo de saída do fundo do poço, considera o analista.

A leve alta do PIB pode ter sido incentivada mais pelo repasse da alta dos preços (inflação) do que pela atividade econômica, acredita o sócio da consultoria Mesa Corporate, Luiz Marcatti. A indústria continua com nível de atividade muito baixo e cortando posições de trabalho, e isso reduz a perpectiva de recuperação para o próximo período.

Na opinião do economista, o resultado é o máximo que se poderia esperar, pelo fato de que nenhum setor dá sinais de ter recuperado o fôlego. A alta de 0,1% não significa que a economia está em crescimento, diz.

A perspectiva de contenção de gastos para o equilíbrio das contas públicas no próximo governo, anunciada nesta quinta-feira (27) pelo recém-anunciado ministro da Fazenda, Joaquim Levy, também indica que não haverá espaço para um crescimento satisfatório no próximo ano, diz Marcatti.

O analista considera que se o PIB do país fechar o ano com um avanço de 0,5%, o resultado estará de bom tamanho, diante das perspectivas. Qualquer número acima do zero já será bom demais para 2014, avalia.

O sócio da Órama Investimentos, Álvaro Bandeira, acredita que o país corre atré o risco de retornar à recessão, caso o quarto trimestre também apresente desempenho fraco no último período. A alta de 0,1% é muito fraca e não permite concluir que o país está em crescimento. Estamos estagnados, define o economista.

 

 

Fonte: G1

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