Resultado parcial da balança indica pior mês de novembro da história
Compartilhar:
Com a economia mundial ainda patinando com a Argentina - um dos principais compradores de produtos brasileiros - mergulhada em uma crise econômica, a balança comercial poderá registrar, em novembro, o pior resultado da história. Com isso, o registro de um superávit comercial (exportações menos importações) em todo ano de 2014, conforme expectativa do governo federal, está cada vez mais distante de ser atingido.

Neste mês, até o dia 23, as importações superaram as exportações, resultando em déficit da balança comercial, de US$ 2,25 bilhões. Se não houver melhora no fim de novembro, será o pior resultado para meses de novembro da série histórica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, que começa em 1994. Até o momento, o pior resultado para meses de novembro havia sido registrado em 1997 - quando foi registrado um déficit de US$ 1,28 bilhão.

Exportações e importações em novembro
No acumulado de novembro, até este domingo (23), as vendas ao exterior somaram US$ 11,73 bilhões e, com isso, despencaram 25% sobre novembro de 2013. Todas as categorias de produtos tiveram retração de exportações nessa comparação. As vendas de produtos básicos recuaram 23,1%; os manufaturados registraram queda de 29,5%; e as exportações externas de semimanufaturados caíram 19,7%.

Ao mesmo tempo, as importações somaram US$ 13,98 bilhões nas três primeiras semanas de novembro, com queda de 2,5% sobre novembro de 2013. Nesta comparação, caíram os gastos, principalmente, com instrumentos de ótica e precisão (-16,2%), químicos orgânicos e inorgânicos (-16,1%) e automóveis e partes (-14,3%), entre outros.

Acumulado do ano também está no vermelho
No acumulado de janeiro a 23 de novembro, informou o governo, foi contabilizado um déficit de US$ 4,12 bilhões na balança comercial brasileira. Com isso, o saldo deste ano teve piora frente ao mesmo período do ano passado, quando foi registrado um déficit (importações maiores do que exportações) de US$ 284 milhões.

No acumulado de 2014, as exportações somaram US$ 203,7 bilhões, com média diária de US$ 901 milhões (queda de 5,3% sobre o mesmo período do ano passado). As importações, por sua vez, totalizaram US$ 207,82 bilhões, ou US$ 919 milhões por dia útil, uma queda de 3,5% em relação ao mesmo período de 2013.

Com o fraco resultado da balança comercial no acumulado deste ano, fica muito difícil a confirmação da expectativa do governo federal de que haja superávit em todo ano de 2014. Essa previsão foi confirmada, novamente, pelo secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Daniel Godinho, no início deste mês.

Pela série histórica do Ministério do Desenvolvimento, não é registrado um déficit na balança comercial brasileira, para um ano fechado, desde 2000 - quando as importações superaram as compras exterior em US$ 731 milhões.

Resultado de 2013 e previsões para este ano
Em 2013, a balança comercial brasileira teve superávit de US$ 2,56 bilhões, o pior resultado para um ano fechado desde 2000, quando houve déficit de US$ 731 milhões.

De acordo com o governo, a piora do resultado comercial do ano passado aconteceu, principalmente, por conta do serviço de manutenção de plataformas de petróleo no Brasil, que resultou na queda da produção ao longo de 2013, e pelo aumento da importação de combustíveis para atender à demanda da economia brasileira.

A expectativa do mercado financeiro para este ano, segundo pesquisa realizada pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras na semana passada, é de piora do saldo comercial. A previsão dos analistas dos bancos é de um superávit de apenas US$ 100 milhões nas transações comerciais do país com o exterior.

Já o BC prevê um superávit da balança comercial de US$ 3 bilhões para 2014, com exportações em US$ 240 bilhões e compras do exterior no valor de US$ 237 bilhões.

 

 

Fonte: G1


Data: 24/11/2014 às 02h59
Nós usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação no portal. Ao utilizar o crcse.org.br, você concorda com a Política de Privacidade e a Política de Cookies. Para ter mais informações sobre como isso é feito, acesse Política de Cookies. Se você concorda, clique em ACEITO.